De certo modo, o diálogo ilustra e enriquece a discussão sobre desejo, distância, apontando principalmente o efeito industrial provocado pelo desejo e necessidade material, como efeito econômico capitalista ocidental.
"Depois de um dia agitado , convidei um amigo para tomarmos um café no restaurante interno do Centro Empresárial Conceição, o popular Shopping Jaraguá na rua Conceição em Campinas. No encontro faria uma bateria de perguntas, cuja respostas serviriam para o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade, o T.C.C. . Assim, combinamos , liguei e confirmei o convite e as 17h37min daquela tarde Daniel chegou, eu o aguardava na praça de entretenimentos do Jaraguá, o avistando chegar pedi que acelerrasse os passos pois, ainda teríamos de ir para a aula, onde seria feito uma revisão da próxima prova da matéria de "legislação Aduaneira" do nosso, muito ilustríssimo, Professor Paulo Borges.
- Corra Daniel! O tempo voa, tenho muitas perguntas!
- Quantas? (assustado)
- 39 ! (brinquei)
-Tudo isso? Indagou.
- Quase isso, um pouco menos!
-Você deve estar um pouco doido né?
-Doido eu? Talvez esteja, quando piorar me avise.
Pedi um capuccino quente com chocolate e ele uma porção de pão de queijo e um café pequeno.
-Seja breve! – Pediu-me
Sem rodeios comecei:
-Daniel, você trabalha na Honda Automotive do Brasil?
-Trabalho!
-O que a Honda produz?
-Automóveis, ela monta automóveis no Brasil, na planta de Sumaré.
-Quais automóveis?
-O Honda Cívic e o Honda Fit.
-Mas porque a Honda produz esses automóveis?
-Por que ela busca lucra como qualquer outra empresa, oras!
-Sim, mas por que ela decidiu, para ter lucros, fabricar automóveis?
-Porque é um meio de transporte eficiente, um amplo mercado consumidor desses automóveis, e a Honda se destacou pela sua qualidade excepcional.
-Você disse “um amplo mercado”, as pessoas gostam de comprar carros?
-Para todo brasileiro ter um carro é sonho!
-Você quer dizer “desejo”?
-Sim
-Por quê?
-O carro deixa as pessoas mais livres, com sensação de liberdade, autonomia, as deixam realizadas e felizes.
-Então você que dizer que Honda trabalha a partir de sonhos e atender desejos das pessoas?
-Exatamente, a Honda quer satisfazer o desejo do consumidor de automóveis de luxo a grosso modo.
-Então concluo que atender desejos e necessidades das pessoas por automóveis, é basicamente a missão da Honda?
- E seria outra? A missão é atender essas necessidades e desejos da sociedade, o cliente alvo; a Honda atende um nicho de mercado que prefere carros elegantes, para atenderem os seus desejos de status.
-Você acha que, se não houvessem desejos e necessidades, a Honda existiria?
-Provavelmente não, pois se vive de necessidades e desejos olhe em nosso redor, isso faz da nossa vida ter mais sentido, um motivo para viver, lutar e trabalhar para conquistar o que se sonha. Se as pessoas não querem nada, porque então existiriam?
-O que você pensa então quando concluo que a partir de suas resposta, a Honda é uma das ferramentas da sociedade para se aproximarem-se de seus desejos e necessidades distantes?
-Isso é muito óbvio Alex! Funciona assim, ela não apenas diminui a distância, mas aproxima a pessoas de seus desejos.
-Mas, então a Honda dá carros de graça? Todas as pessoas podem comprar um Honda Civic?
-Não, não (risadas) As pessoas precisam comprar, as pesquisas indicaram que os maiores consumidores brasileiros são da classe média alta, isso se tratando do Brasil.
-E a classe C, então não sente esse desejo?
-Sente sim, mas elas estão bem mais distantes de comprar um, é difícil.
-Então nem todas as pessoas que desejam um Honda Civic pode satisfaze-lo, o que você acha que provoca essa distância Daniel?
-A condição econômica-social não é favorável para todos, isso impede que todas essas pessoas possam ter um automóvel Honda.
O diálogo enfatiza a industrialização como procedimento para o homem ter aquilo que deseja materialmente, para os seus sonhos, como também deixa claro (embora seja um mero diálogo) qual é necessariamente a missão dessas empresas: preencher a distância do desejo.
Logo em seguida nas afirmações de Cury, entende-se que esse desejo também é maquinado pela própria indústria de consumo, com as criações mercadológicas de necessidades, os grandes meios de comunicação servindo de vitrine, aguçando o que o ser humano racional tem como instinto: reações por instímulos ao que bom para ele, como se dissesse: "isso é bom", sem ao menos conhecer direito, é criado uma configuração psicológica no sujeito de que "determinado" produto é "bom", mesmo não sendo necessariamente.
"Depois de um dia agitado , convidei um amigo para tomarmos um café no restaurante interno do Centro Empresárial Conceição, o popular Shopping Jaraguá na rua Conceição em Campinas. No encontro faria uma bateria de perguntas, cuja respostas serviriam para o meu trabalho de conclusão de curso da faculdade, o T.C.C. . Assim, combinamos , liguei e confirmei o convite e as 17h37min daquela tarde Daniel chegou, eu o aguardava na praça de entretenimentos do Jaraguá, o avistando chegar pedi que acelerrasse os passos pois, ainda teríamos de ir para a aula, onde seria feito uma revisão da próxima prova da matéria de "legislação Aduaneira" do nosso, muito ilustríssimo, Professor Paulo Borges.
- Corra Daniel! O tempo voa, tenho muitas perguntas!
- Quantas? (assustado)
- 39 ! (brinquei)
-Tudo isso? Indagou.
- Quase isso, um pouco menos!
-Você deve estar um pouco doido né?
-Doido eu? Talvez esteja, quando piorar me avise.
Pedi um capuccino quente com chocolate e ele uma porção de pão de queijo e um café pequeno.
-Seja breve! – Pediu-me
Sem rodeios comecei:
-Daniel, você trabalha na Honda Automotive do Brasil?
-Trabalho!
-O que a Honda produz?
-Automóveis, ela monta automóveis no Brasil, na planta de Sumaré.
-Quais automóveis?
-O Honda Cívic e o Honda Fit.
-Mas porque a Honda produz esses automóveis?
-Por que ela busca lucra como qualquer outra empresa, oras!
-Sim, mas por que ela decidiu, para ter lucros, fabricar automóveis?
-Porque é um meio de transporte eficiente, um amplo mercado consumidor desses automóveis, e a Honda se destacou pela sua qualidade excepcional.
-Você disse “um amplo mercado”, as pessoas gostam de comprar carros?
-Para todo brasileiro ter um carro é sonho!
-Você quer dizer “desejo”?
-Sim
-Por quê?
-O carro deixa as pessoas mais livres, com sensação de liberdade, autonomia, as deixam realizadas e felizes.
-Então você que dizer que Honda trabalha a partir de sonhos e atender desejos das pessoas?
-Exatamente, a Honda quer satisfazer o desejo do consumidor de automóveis de luxo a grosso modo.
-Então concluo que atender desejos e necessidades das pessoas por automóveis, é basicamente a missão da Honda?
- E seria outra? A missão é atender essas necessidades e desejos da sociedade, o cliente alvo; a Honda atende um nicho de mercado que prefere carros elegantes, para atenderem os seus desejos de status.
-Você acha que, se não houvessem desejos e necessidades, a Honda existiria?
-Provavelmente não, pois se vive de necessidades e desejos olhe em nosso redor, isso faz da nossa vida ter mais sentido, um motivo para viver, lutar e trabalhar para conquistar o que se sonha. Se as pessoas não querem nada, porque então existiriam?
-O que você pensa então quando concluo que a partir de suas resposta, a Honda é uma das ferramentas da sociedade para se aproximarem-se de seus desejos e necessidades distantes?
-Isso é muito óbvio Alex! Funciona assim, ela não apenas diminui a distância, mas aproxima a pessoas de seus desejos.
-Mas, então a Honda dá carros de graça? Todas as pessoas podem comprar um Honda Civic?
-Não, não (risadas) As pessoas precisam comprar, as pesquisas indicaram que os maiores consumidores brasileiros são da classe média alta, isso se tratando do Brasil.
-E a classe C, então não sente esse desejo?
-Sente sim, mas elas estão bem mais distantes de comprar um, é difícil.
-Então nem todas as pessoas que desejam um Honda Civic pode satisfaze-lo, o que você acha que provoca essa distância Daniel?
-A condição econômica-social não é favorável para todos, isso impede que todas essas pessoas possam ter um automóvel Honda.
O diálogo enfatiza a industrialização como procedimento para o homem ter aquilo que deseja materialmente, para os seus sonhos, como também deixa claro (embora seja um mero diálogo) qual é necessariamente a missão dessas empresas: preencher a distância do desejo.
Logo em seguida nas afirmações de Cury, entende-se que esse desejo também é maquinado pela própria indústria de consumo, com as criações mercadológicas de necessidades, os grandes meios de comunicação servindo de vitrine, aguçando o que o ser humano racional tem como instinto: reações por instímulos ao que bom para ele, como se dissesse: "isso é bom", sem ao menos conhecer direito, é criado uma configuração psicológica no sujeito de que "determinado" produto é "bom", mesmo não sendo necessariamente.

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